A Guardiã dos Sonhos
«Os sons, os cheiros e os sabores da Malásia do séc. XX – um mundo sensual e
exótico, povoado de mitos e magia, de deuses e fantasmas – unem-se numa sábia combinação de tradição e realismo mágico para contar uma história de riso, perda, amor e traição, que é, no fundo, o relato da vida atribulada de quatro gerações de mulheres.»
Assim começa: A Guardiã dos Sonhos
Nasci no Ceilão em 1919, numa época em que os espíritos vagueavam pela terra como as pessoas. Antes de o clarão da luz eléctrica e o rugido da civilização os ter afugentado para o coração oculto das florestas. Habitavam no interior de árvores gigantescas, envoltas em sombras frias, de uma tonalidade verde-azulada.
No silêncio mosqueado, podíamos estender a mão e quase sentir a sua presença muda e brilhante, porque ansiavam desesperadamente por assumirem uma forma física. Se, ao atravessarmos a floresta, nos acossava o desejo de satisfazermos as nossas necessidades, tínhamos de dizer uma oração e pedir-lhes licença antes que os nossos dejectos atingissem o chão, porque se ofendiam com facilidade.
A invasão da sua solidão era a desculpa de que se serviam para se insinuarem no corpo de um intruso. Para caminharem nas suas pernas.
Desejo uma boa leitura
Betty Branco Martins
As Lágrimas da Girafa
Num pequeno e exótico país do continente africano, vive uma mulher excepcional, Mma Ramotswe, a primeira mulher detective do Botsuana. A sua agência situa-se na orla do Grande Calaári e quem por ali passa pode, muitas vezes, observar Mma Ramotswe à sombra da majestosa acácia, segurando uma chávena de chá de rooibos e reflectindo sobre os intrincados casos que tem em mãos. O seu maior desejo é poder ajudar as pessoas, e as suas maiores armas são uma inteligência arguta, uma intuição rara e uma grande dose de bom senso. Quando esta receita se revela insuficiente, Mma Ramotswe não hesita em recorrer a métodos menos convencionais, mas sempre, claro está, em prol da felicidade dos seus clientes.
Acima de tudo, esta extraordinária detective privada do Botsuana é uma mulher profundamente apaixonada pelo seu país e pelo seu povo, e McCall Smith, que partilha com ela esse eterno fascínio por África, sabe inspirar, em nós leitores, o desejo de respirar aquela mesma atmosfera de exotismo bucólico, de espontaneidade e beleza, e de chegar, através de uma sensibilidade e de um humor deliciosos, ao coração de um país e dos seus habitantes.
É um verdadeiro encanto este livro.
A “Agência nº1 de Mulheres Detectives”, o primeiro volume desta série com o mesmo nome, revelou-se um surpreendente sucesso internacional.
O seu autor, Allexander Mccall Smith, ao conquistar os três principais prémios literários em língua inglesa, tornou-se um dos escritores mais apreciados.
Desejo uma boa leitura
Betty Branco Martins